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De Manuel de Araújo Porto-Alegre, com a primeira charge publicada em 1.837, até os dias de hoje a história do Brasil passou pelos traços de nossos artistas gráficos. É a história contada do ponto de vista do povo, com uma linguagem popular, com as alegrias e tristezas, a esperança e humor de nossa população. Tudo isto realizado com um requintado e sofisticado valor artístico, igualável à literatura, pintura e ao teatro, e porque não dizer: com a união destas três artes. Em um mundo onde o visual se torna a cada dia mais importante, é inevitável e preciso um trabalho de reconstituição histórico através das artes gráficas. Também é necessário e urgente a existência de um museu onde esta arte será preservada, estudada, pesquisada, apreciada e apresentada para as novas gerações, assumindo uma postura viva, dinâmica e com preocupações sociais, concomitantemente esta arte vai colaborar para a formação de novos artistas, promover o desenvolvimento desta linguagem, abrir espaço para novos empregos, gerar aquecimento do mercado, incentivar a prática e convívio com as Artes, preservar nossa cultura e costumes e continuar a ser um instrumento de crescimento e amadurecimento da crítica política da população. Esta luta pela criação de um museu das artes gráficas é antiga, já tem mais de duas décadas, e quanto mais se espera, mais perdemos nossos originais por falta de preservação adequada ou venda aleatória, pelas novas gerações dos familiares que se distanciam de seu antepassado artista gráfico e por arquivos de jornais e editoras que começam a ficar com seus espaços físicos limitados, quando acabam obrigados a eliminar a maior parte ou totalidade de seu acervo. Por esta razão o Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil foi criado e tem como meta a concretização desta grande e fundamental Obra.
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